domingo, 2 de dezembro de 2007

Europeu preto



ÁGIL E ALEGRE
De porte médio e pêlo duro, denso e macio, esta é uma variedade muito rara em todo o mundo e, por isso, bastante valorizada. Nesta variedade rara, a pelagem densa deve ser totalmente negra.
Bastante raro no Brasil, o Europeu Preto é, como o próprio nome mostra, originário da Europa, onde já foi tido como "gato de rua". A variedade mais rara é a Preta, em virtude da dificuldade em se conseguir um exemplar totalmente negro.
Sua ascendência é um tanto obscura mas, no século XVII, Linnès, naturalista europeu que fez toda a classificação do reino animal, estudou a raça e concluiu que, ao contrário do que afirmava a lenda popular, o Europeu não era descendente de gatos selvagens que emigraram para a cidade e lá se estabeceram.
De acordo com Linnès e naturalistas holandeses que confirmaram sua teoria, além de não possuir comportamento, ossatura e porte dos selvagens, o Europeu alimenta-se como os gatos domésticos, ou seja, não come muito de uma só vez para ter reservas e só volta a comer quando sentir fome, mas come pouco, em diversas vezes.
A história desta raça conta que ela é originária do Egito e foi introduzida na Gália (denominação antiga da França) pelos legionários romanos, por volta do século II ou III, de onde se espalhou para os demais países europeus, com exceção da Inglaterra, onde sempre foi bastante raro.
Manso e alegre, o Europeu é um animal de porte médio, bastante charmoso e inteligente, que aprende com muita rapidez tudo que se lhe ensina. É ativo, gosta muito de se movimentar e, por isso, prefere casas com jardim, terra, ao invés de apartamentos. Todos os exemplares da raça são bastante independentes e adoram caçar, daí a necessidade do espaço e liberdade.
De todas as variedades do Europeu, a Preta é a mais rara, pois, segundo os padrões estabelecidos, eles têm que ser totalmente pretos, sem um fio sequer de outra cor, inclusive os subpêlos e os pêlos curtos. Os olhos vão do amarelo-esverdeado ao cobre, mas para o padrão só servem animais de olhos entre o amarelo-alaranjado e o cobre, inclusive, sem nenhum traço esverdeado.
Uma particularidade é que a maioria dos filhotes nascem com uma mancha branca e com fantasmas (listras nas patas e cauda) que deve desaparecer com o crescimento, se o animal seguir o padrão estabelecido quando de seu reconhecimento. Os filhotes de cor preta nascem também com uma cor amarronzada que pode perdurar se ele for criado ao sol ou em lugares úmidos.
O valor do Europeu Preto não é definido por sua morfologia - que não é selecionadora -, mas pela cor de sua pelagem e, por isso, é motivo de constante interesse por parte dos criadores, que vêm tentando conseguir purificar a variedade, para torná-la menos rara. Nas outras variedades, como por exemplo a Tabby, a preocupação dos criadores é com uma qualidade do desenho da pelagem. Além do Preto e do Tabby encontramos, também, o Europeu branco, ruivo, azul, creme e escamas de tartaruga, entre outras variedades.
O Europeu Preto é um gato companheiro e carinhoso, que pode ser alimentado com peixe sem espinhas, frango com osso e legumes. Como não pode ficar ao sol (veja quadro), deverá tomar cálcio em pequenas quantidades e levedo de cerveja para melhorar a qualidade de sua pelagem de comprimento médio, fina, densa e macia.
Ana Cristina Lacerda de Oliveira, de Ribeirão Preto, SP, é proprietária de um exemplar de 5 anos, tido como único do país, atualmente. "É uma raça belíssima é de ótimo temperamento, dócil e amoroso. Além disso, observo uma particularidade interessante na minha gata: ela costuma simpatizar ou antipatizar imediatamente com estranhos. Por exemplo, se chega alguém que ela não conhece, ela vai para o colo desta pessoa e fica bastante tempo - caso simpatize. Mas, se antipatizar, vai embora e não volta mais." Ana Cristina acredita, também, que esta é uma raça de gatos muito inteligente, e ilustra como um exemplo. "Se estamos num grupo de pessoas e alguém joga uma bolinha, a gata vai buscar e devolve para a pessoa que jogou. Já é difícil um felino trazer um objeto de volta, quanto mais, exatamente na mão de quem jogou, não importa se é o dono ou um estranho."

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